Era uma Folha de Plátano, tão simétrica, parecida com um astro da galáxia. As pontas da esquerda tiveram irmãs gêmeas na direita e, assim, reunidas em família, formavam aquela bela imagem que um dia tive em minhas mãos.
Sua textura era rude, assim como o vento que a derrubou. Suas extremidades eram pontudas como se indicassem uma personalidade forte; como se demonstrassem que, além de bela, ela poderia ter um temperamento explosivo. Uma folha lindamente tempestiva.
A cor dela era parda e essa cor parda possuía uma neutralidade incomparável, como se ela não gostasse de se expor. Parecia que ela evitava, com isso, destacar-se das demais. Entretanto, com todas aquelas formas simétricas que possuía, era impossível realizar tal objetivo.
Encontrei-a jogada na calçada de Porto Alegre, na saída do meu curso de Produção Textual. Sua perfeição me chamou a atenção. Ela não merecia ficar ali, jogada na rua, misturando-se com a sujeira da cidade; ela não era um objeto descartável, e sim, digna de exposição.
Porém, nem tudo são folhas. Eu a perdi. Procurei-a antes de iniciar a minha descrição. Poderia perguntar a ela, enquanto digitava este texto, se estava do agrado dela a maneira que eu a estava descrevendo. Mas, ela não está aqui. Não sei onde ela foi. Guardei-a com todo zelo que possuo, entretanto ela não me quis mais. Sumiu, como se fosse feita de água; como se fosse uma miragem; como se fosse um sonho.
Adeus, Folha de Plátano. Sua breve estada junto a mim criou diversos sorrisos passageiros.
Desculpe, Folha de Plátano. Perdi você, assim como o vento, quando te soprou, fez-te perder a vida.
Sua textura era rude, assim como o vento que a derrubou. Suas extremidades eram pontudas como se indicassem uma personalidade forte; como se demonstrassem que, além de bela, ela poderia ter um temperamento explosivo. Uma folha lindamente tempestiva.
A cor dela era parda e essa cor parda possuía uma neutralidade incomparável, como se ela não gostasse de se expor. Parecia que ela evitava, com isso, destacar-se das demais. Entretanto, com todas aquelas formas simétricas que possuía, era impossível realizar tal objetivo.
Encontrei-a jogada na calçada de Porto Alegre, na saída do meu curso de Produção Textual. Sua perfeição me chamou a atenção. Ela não merecia ficar ali, jogada na rua, misturando-se com a sujeira da cidade; ela não era um objeto descartável, e sim, digna de exposição.
Porém, nem tudo são folhas. Eu a perdi. Procurei-a antes de iniciar a minha descrição. Poderia perguntar a ela, enquanto digitava este texto, se estava do agrado dela a maneira que eu a estava descrevendo. Mas, ela não está aqui. Não sei onde ela foi. Guardei-a com todo zelo que possuo, entretanto ela não me quis mais. Sumiu, como se fosse feita de água; como se fosse uma miragem; como se fosse um sonho.
Adeus, Folha de Plátano. Sua breve estada junto a mim criou diversos sorrisos passageiros.
Desculpe, Folha de Plátano. Perdi você, assim como o vento, quando te soprou, fez-te perder a vida.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMaravilhoso e sensacional. Nem tudo é eterno como gostaríamos que fosse.Mistura oniricidade com realidade. É perfeito...D+!
ResponderExcluirVocê escreve muito bem!
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